RUMINANDO

Ao passar, com dinamismo
Um belo " caminho de mesa "
lembrei-me , (e não é que cismo?)
do passado, sem tristeza
Observando as belas flores
tecidas por minha irmã
Á mente veio, outras cores
E as formas de outras manhãs
Da fazenda vem, sem pressa,
cheiros, nomes, tantos fatos
que com força me arremessa
a procurar seus retratos
Tudo isto me acontece
Nesta clara manhã de inverno
Há mãos que ignoram que tecem
mais que pontos, laço eterno
Ontem, foi meu aniversário
Minha mãe, e eu sem voce
Recordo-me do teu rosário
reservado ao lado do crochê
Eram linhas, eram contas
Numa cesta, misturadas
Vezes e vezes, por trás
das mãos
junto de Deus, entrelaçadas
Criavas pontos, barras, entremeios
Tecidos com delicado gosto
Este foi o grande meio
Com que venceste o desgosto

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