Quatro e pouco
Quatro e pouco no relógio
O vento sopra suave
Mais leve tudo se move
Dentro de casa é o retrato
de tantas tardes vividas
sempre que posso, relato
Paginas iguais, repetidas.
Dentro do peito a saudade,
Se instala, de novo acorda
Mansas lembranças, sem alarde
Fatos, palavras, recorda
Mas é uma hora de paz
Com cheiro lá da fazenda
Café preto, quem o faz
Como mamãe? Vê se entenda
É como renda, tecida
Na fina linha da vida
Doçura nunca esquecida
O mocidade perdida !
15/09/2006

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